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  Saúde

Vick VapoRub aumenta a secreção de mucina, diminui a movimentação ciliar e prejudica a eliminação de secreções, segundo artigo da CHEST

Um artigo publicado na revista CHEST por autores americanos mostra que o uso de Vick VapoRub (VVR) para alívio da congestão nasal pode induzir à inflamação das vias aéreas e à redução da função mucociliar. Por ser um irritante, o produto pode aumentar a produção de muco, causar edema nas vias aéreas e dificultar o movimento ciliar que ajuda na eliminação de secreções.

Amostras de traquéia extirpadas de furões saudáveis, animais que têm anatomia de via respiratória semelhante a dos humanos, foram incubadas em placas de cultura marcadas com 200mg de VVR. A secreção de mucina foi comparada àquela dos controles sem VVR. A velocidade do transporte mucociliar traqueal foi medida pela cronometragem do movimento de 4ml de muco através da traquéia. A freqüência de batimento ciliar foi medida utilizando vídeo-microscopia. Furões anestesiados e intubados inalaram placebo ou VVR que foram colocados no tubo endotraqueal. Foram avaliados tanto os furões saudáveis, quanto aqueles nos quais foi induzida a inflamação traqueal com endotoxina bacteriana (um lipopolissacarídeo). A secreção de mucina foi medida utilizando um ensaio de lectina ligante de enzima e a água do pulmão foi calculada pela razão de peso úmido/peso seco.

Os autores concluíram que o VVR estimula a secreção de mucina e a velocidade do transporte mucociliar traqueal nas vias aéreas de furão inflamadas pelo lipopolissacarídeo. Estes resultados são semelhantes à estimulação inflamatória aguda observada com a exposição aos irritantes e pode levar à obstrução de pequenas vias aéreas por muco e aumentar a resistência nasal.

A recomendação é para não aplicar o produto abaixo do nariz ou diretamente no nariz de ninguém e nunca usá-lo em crianças abaixo dos dois anos de idade. Bebês e crianças têm vias aéreas mais estreitas e qualquer aumento do muco ou edema (inchaço) das vias aéreas podem estreitá-las, causando obstruções graves.

 
Bebidas ingeridas em altas temperaturas podem aumentar o risco de câncer de esôfago
Um artigo publicado na revista British Medical Journal (BMJ) relata que a ingestão de bebidas acima de 65 graus centígrados pode aumentar o risco de desenvolvimento de câncer de esôfago. A pesquisa foi realizada na Universidade de Teerã em uma população que tem o hábito de ingerir chá em altas temperaturas.

Os cientistas estudaram os hábitos de consumo de chá em uma população da província do Golestão, no norte do Irã, envolvendo 300 pessoas diagnosticadas com câncer de esôfago, e compararam estes dados com um grupo de 570 pessoas que viviam na mesma área e não tinham este diagnóstico. Noventa e oito por cento dos participantes bebiam cerca de um litro de chá preto por dia.

O consumo de chá a 65 graus centígrados ou menos estava associado ao dobro do risco de carcinoma de células escamosas do esôfago (tipo mais comum de tumor no esôfago). O consumo de chá a 70 graus ou mais estava ligado ao aumento do risco da doença em oito vezes.

A velocidade com que as pessoas ingeriam o chá também apresentou relação com o aumento do risco. Beber uma xícara de chá em menos de dois minutos, logo depois que a água quente era despejada, estava associado a um risco cinco vezes maior deste tipo de câncer, quando comparado com o consumo do chá em quatro ou mais minutos depois.

Não houve associação entre a quantidade de chá consumida e o risco da doença.

Os resultados mostraram um significativo aumento no risco de carinoma de células escamosas de esôfago com o consumo de chá quente, segundo Reza Malekzadeh, professor e coordenador do estudo.

Fonte: www.newsmed.br
Chá verde pode prevenir problemas na gengiva, diz estudo japonês

Tomar chá verde todos os dias pode ser uma boa forma de prevenir problemas na gengiva, segundo estudo japonês publicado este mês no Journal of Periodontology. Examinando 940 homens com idades entre 49 e 59 anos, os pesquisadores descobriram que a propensão a doença periodontal (na gengiva e sustentação dos dentes) reduzia com o aumento da ingestão de chá verde.
Segundo os autores os efeitos do chá verde na saúde oral podem ser atribuídos a antioxidantes chamados polifenóis, que, em estudos em laboratório, inibiram as bactérias e os danos que causam a doença gengival.

Porém, os especialistas destacam que esses resultados não significam que o chá possa substituir o dentista. Isso porque a redução no risco da doença não seria muito grande, e por causa da falta de informações, no estudo, sobre a dieta dos participantes (alguns alimentos e nutrientes, como grãos integrais, fibras e vitamina C são associados a um menor risco da doença).

 


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